Embora todas as máscaras sejam rosto das tradições e da cultura do povo que as cria, nem todas estão diretamente associadas a rituais mágico-religiosos ou a interações com uma entidade divina à qual é pedida algum tipo de intervenção.

Em algumas máscaras, a sua função inicial deixa de ser a mais relevante, continuando a ser utilizadas em algumas tradições populares, performances ou atividades culturais, chegando a tornarem-se património imaterial de um determinado povo, cultura ou país.

Em Portugal, a Máscara do Careto de Podence é hoje utilizada nas festividades tradicionais de Inverno da região de Trás-os-Montes, embora em tempos fosse parte de rituais de iniciação.

Já em África, a Máscara do Géledé é parte integrante de uma festividade cíclica realizada anualmente pelos Yoruba (Nigéria) na época seca. Ambas as peças são hoje rosto de tradições que conquistaram estatuto enquanto Património Cultural Imaterial da Humanidade, da UNESCO.

Do outro lado do mundo, na Ásia, conhecemos máscaras utilizadas em performances de entretenimento (ainda que na sua origem, tivessem relacionadas com teatros exorcistas) como a Máscara de Diao Chan (China), conhecida na Ópera Chinesa. Conhecemos, ainda, a Máscara de Ranryo (Japão), utilizada no Teatro Bugaku, ainda hoje representado no Palácio Imperial Japonês e em alguns templos xintoístas, conservando-se como património narrativo e performativo.

No sudeste asiático, encontramos também objetos como a Máscara do Macaco Hanuman (Indonésia), e a Máscara Moha Eyse Aekanet (Cambodja), ambas utilizadas em teatros dançados, que se apresentam como tradição nos respetivos países.

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