As máscaras que marcam a atualidade são precisamente as máscaras de proteção, cuja função é impedir que alguns vírus e bactérias sejam inalados. Este tipo de utilização tem a sua origem no Século XVII, na Máscara do Fato da Peste Negra, inventada pelo médico francês Charles de Lorme. Esta máscara tinha uma característica predominante: um bico comprido no qual eram colocadas ervas aromáticas e palha, de forma a filtrar os cheiros para a proteção do médico, de acordo com a teoria miasmática.

Mais tarde na história, o uso de gases tóxicos como arma de guerra terá afetado milhares de pessoas. Embora a origem das primeiras Máscaras de Gás remonte ao século XIX, será com a Primeira e Segunda Guerra Mundial que se irão desenvolver os diferentes modelos que hoje conhecemos.

Apesar de todas as máscaras de proteção partilharem essa finalidade, nem todos os exemplares o fazem pelos meios acima mencionados (através da filtração):

 

Em África, Máscaras Elípticas de bambu e fibras vegetais eram utilizadas para a proteção do rosto contra picadas de mosquitos, e proteção contra doenças como a malária.

Do outro lado do mundo e de uma forma mais abstrata, no continente Asiático, máscaras exorcistas como a
Máscara de Kaishan faziam parte de teatros e performances apelando à proteção contra grandes doenças e calamidades. Dentro de um contexto semelhante, as Máscaras Nepalesas eram esculpidas pelos xamãs, com a finalidade de pedir a proteção dos espíritos e entidades divinas sobre as vilas e aldeias.

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